O mercado de peixes de Tsukiji, em Tóquio, vendeu nesta quinta-feira (5) pelo valor recorde de 56,49 milhões de ienes (US$ 739 mil ou R$ 1,35 milhão) um atum vermelho de 269 quilos durante o tradicional primeiro leilão do ano.
O exemplar, que foi capturado em águas de Oma, na província de Aomori, superou o antigo preço máximo, registrado neste mesmo mercado no ano passado, quando um atum vermelho pescado na ilha de Hokkaido foi vendido por 32,49 milhões de ienes (US$ 425 mil).
O quilo do atum vendido nesta quinta-feira saiu por 210 mil ienes (US$ 2.750), muito acima dos 95 mil ienes o quilo (US$ 1.235) do exemplar que ostentava o recorde.
O comprador do atum foi o distribuidor de pescados para a cadeia de restaurantes de sushi Kiyomura, informou a agência de notícias ‘Kyodo’.

O proprietário da empresa, Kiyoshi Kimura, de 59 anos, assegurou que sua intenção com a compra foi a de ‘apoiar o Japão’, que sofre as consequências dos devastadores terremoto e tsunami que em março do ano passado causaram a crise nuclear de Fukushima, além da estagnação econômica que o país atravessa.
Fonte: Globo.com
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Gueixas

É quase impossível deixar de associar a imagem das gueixas, aquelas mulheres maquiadas de branco e vestidas em trajes típicos, com o Japão. A palavra “gueixa” significa “pessoa que vive das artes”. Essas mulheres estudam a tradição milenar japonesa e utilizam elementos artísticos para entreter seus convidados.
Para isso, recitam versos, tocam instrumentos musicais, contam histórias, conversam sobre diversos temas, etc. É muito comum, até mesmo dentro do próprio Japão, que as gueixas sejam confundidas com prostitutas de luxo, o que não é verdade. O trabalho dessas mulheres não compreende o sexo, uma vez que as mesmas são artistas.
A maior parte dos clientes de uma gueixa são homens mais velhos e que possuem grande admiração pela cultura japonesa. As gueixas transmitem a idéia de uma mulher perfeita, fazendo com que seus clientes se sintam valorizados e atraentes. Entretanto, ser cliente de uma dessas artistas é um privilégio apenas para indivíduos da elite: grandes empresários, políticos, famosos, etc.
Para se tornar uma gueixa, a mulher precisa passar por um extensivo treinamento iniciado por volta dos 13 a 15 anos de idade. Nas épocas de recessão econômica, muitos pais vendiam suas filhas para as casas de gueixas (chamadas de okiya). Hoje em dia, as jovens escolhem se querem seguir esse caminho da mesma forma que optam por uma profissão.
Embora esses artistas sejam importantes para manter viva a tradição e a cultura japonesa, o número de gueixas diminuiu grandemente ao longo dos anos: no início do século passado havia cerca de 80 mil gueixas no Japão, hoje estima-se que existam apenas 2 mil.
Bem melhor ir ao Banzai, né não?! =D
A Cerimônia do Chá
A popularidade do chá é universal, porém, em nenhuma outra parte do mundo sua contribuição ao meio cultural foi tão notável quanto no Japão. Foi neste país que seu preparo e sua apreciação adquiriram sentido estético e evoluíram como uma forma distinta de arte.
A cerimônia do chá foi desenvolvida sob a influência do budismo de Zen, e se caracteriza por servir e beber o “matcha” – chá em pó –, um chá verde pulverizado, que foi levado da China da Dinastia Sung para o Japão.
A “chanoyu” ( ato de tomar chá) ou cerimônia do chá tem desempenhado importante papel na vida artística do povo japonês, já que, como atividade estética, envolve a apreciação do cômodo onde é realizada, o jardim a ele contíguo, os utensílios utilizados no servir o chá, a decoração do ambiente como um rolo suspenso ou um “chabana” (arranjo ?oral para a cerimônia do chá). O desenvolvimento da arquitetura, jardinagem paisagística, cerâmica e artes ?orais deve muito à cerimônia do chá. O espírito da “chanoyu”, representando a beleza da simplicidade estudada e da harmonia com a natureza, moldou a base dessas formas tradicionais da cultura japonesa.
Há muitas maneiras de se realizar uma cerimônia de chá. A maneira como a cerimônia é realizada depende da escola a que o an?trião pertence. Em geral a cerimônia ocorre na “sukiya” ou a casa de chá. É costume muito antigo ter uma pequena casa, denominada ”sukiya”, especialmente construída para a “chanoyu”. Ela consiste de uma sala de chá (cha-shitsu), uma sala de preparo (mizu-ya), sala de espera (yoritsuki) e de um caminho ajardinado (roji) que leva á entrada da casa de chá.
Os principais utensílios utilizados são a “cha-wan” (tigela de chá), o “cha-ire” (recipiente do chá), a “cha-sen” (vassourinha de chá feita de bambu) e a “cha-shaku” (concha de chá feita de bambu). Em geral, esses utensílios são valiosos objetos de arte.
As roupas preferencialmente utilizadas na cerimônia possuem cores discretas. Em ocasiões estritamente formais, os homens vestem kimono de seda, de cor ?rme, com três ou cinco brasões de família nele estampados e “tabi” brancas ou meias tradicionais japonesas. As mulheres trajam conservador kimono brasonado e também “tabi”, nessas ocasiões. Os convidados devem trazer um pequeno leque dobrável e uma almofada de “kaishi” (pequenos guardanapos de papel).
A cerimônia do chá simboliza tudo o que, na cozinha japonesa, opõe-se ao modo de comer, apressado e desatento, representando, nos tempos atuais, pelo fast-food. Pode-se dizer que o Chanoyu é a materialização de empenho intuitivo do povo japonês pelo reconhecimento da verdadeira beleza na modéstia e simplicidade.
Quando se fala em longevidade, os japoneses compõem um dos grupos com maior expectativa de vida no mundo. De acordo com algumas pesquisas, a dieta tradicional japonesa é responsável por essa longevidade.
A culinária japonesa oferece pratos bonitos, cheios de cores, texturas e delicadeza. Os japoneses prezam pelo sabor e pela pureza de cada ingrediente. Dois princípios servem de pilar para a gastronomia japonesa: 1) os alimentos, em particular os peixes crus, devem estar absolutamente frescos; 2) os complementos e os temperos devem servir apenas para complementar ou ressaltar os sabores naturais dos ingredientes principais, mas nunca para transformá-los. É comum a adoção de métodos de cocção menos intensos, que garantem a preservação do sabor natural de cada ingrediente.
O hábito de comer menos para viver mais está enraizado na tradição japonesa. A moderação japonesa pode ser conferida no ditado milenar sobre alimentação: “hara hachi bu” (“oito décimos da barriga”). Essa expressão é uma recomendação para parar de comer no ponto em que faltem 20% para a barriga encher. A ciência já comprovou a eficácia desse ditado. De acordo com alguns estudos a comunicação do estômago com o cérebro demora. Quando sentimos o estômago cheio, na verdade, ele já está com 20% a mais de comida. O baixo consumo de calorias reduz os efeitos negativos dos radicais livres (moléculas envolvidas nos efeitos degenerativos do envelhecimento, incluindo cânceres e problemas do aparelho circulatório).
Aliado a esse hábito, os japoneses utilizam uma dieta composta basicamente de peixe e frutos do mar, arroz, legumes, folhosos, derivados de soja e algas marinhas. Com essa dieta, o Japão caminha para, em 2020, segundo a OMS, ser o país com mais idosos no mundo, com aproximadamente 31% da população.
E como hoje é segunda-feira, dia de buscar alegria e motivação para a semana, hoje apresentaremos para vocês um grupo de pagode (ein?) isso mesmo, um grupo de pagode Japonês.
Com vocês o grupo Y-no cantando – Querido meu amor
E não esqueçam hoje é dia de promoção especial de Temaki no Restaurante Banzai.